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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A má-gia do Natal

* Coluna publicada dia 14/11/2013, edição 624 do O Mensageiro.

Eis que o velhinho do gorro vermelho e barba branca acelera os trabalhos na fábrica de presentes. Sim, sim, falta mais de um mês para o Natal, mas esse texto utiliza-o como exemplo para algumas reflexões a serem
feitas.
O natal há muitos anos vem tendo seu significado cristão deixado de lado, tornando-se uma das datas anuais com maior apelo comercial. Ainda existem, claro, manifestações isoladas que mantém acesa a possibilidade de um Natal de Jesus Cristo, mas o volume de vendas de presentes nas lojas sobressaem a essa minoria.
E sim, novamente concordo que todo ano é esse mesmo assunto, essa mesma crítica. Mas se considerarmos a memória breve e fraca das pessoas, fato esse comprovado por muitos resultados que aparecem nas urnas a cada dois anos, mostra-se necessário, enquanto imprensa e um jovem adulto preocupado com os valores sociais cultivados pela sociedade, que, ano a ano, esse discurso seja resgatado.
Mas também em nada adianta criticarmos e reclamarmos da situação, sem identificarmos o problema e buscarmos soluções. O mundo do consumo domina e invade todas as relações e esferas sociais, e nesse processo não somos apenas vítimas, mas agentes causadores e incentivadores. A mãe cristã que “ama Deus sobre todas as coisas” e que não explica o simbolismo do natal aos filhos é a mesma que passa o ano todo dizendo a eles que “se não obedecerem, não irão ganhar presentes”. E aí, se há um culpado na história, quem é? A mãe que incentiva uma vida consumista e materialista (eis a “má-gia do Natal”) ou a criança que toma os pais como exemplo? Crianças são seres em absoluta evolução, sugam tudo que está em seus arredores. E um comportamento adulto normalmente tem origem em algum aprendizado quando criança.
Falta mais de um mês para o Natal. Se você passou o ano prometendo presentes em troca da educação e respeito de seu filho, vai ser difícil mudar esse conceito tão rápido. Mas ainda há tempo (e sempre haverá!), em longo prazo, para começar a mudar esse conceito.
Bom, aguardemos o espírito de Natal sem muita expectativa, pois talvez o mais simbólico e emocionante desse e dos próximos natais continue sendo as propagandas do Zaffari. Isso se elas também não perderem o sentido!

A capa dessa edição
Como puderam observar, a capa da edição 624 tem apenas duas manchetes, ambas “principais”. Não que faltem acontecimentos na região para incorporá-la, mas pela relevância de ambos os fatos relatados nas duas manchetes. Em uma, a final do 1º Escola em Ação, projeto desenvolvido por esse jornal - através do apoio de entidades e empresas apoiadoras - com estudantes do Ensino Médio da região, buscando integrá-los através de gincanas municipais classificatórias e a final regional. O outro, a 2ª edição da Copa AMASBI, que bateu recorde de participantes, ultrapassando 400 inscritos de 10 municípios da região da Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Por só um 02 de novembro por ano

Olá, leitores!
Cumprindo minha promessa de atualizar o blog a cada triênio, cá estamos.
O blog está de cara nova. Postarei nesse espaço meus textos publicados na minha coluna no O Mensageiro, jornal em que trabalho.
De hoje em diante, iniciamos um novo trabalho por aqui. Nesse espaço, tratarei, a cada semana, de um tema ou abordagem diferente. Opiniões críticas, pensamentos, devaneios, informações... É um espaço aberto ao que mais me chamou atenção no decorrer da última semana, mês, ou das últimas duas décadas. Os textos serão publicados na íntegra, conforme saíram na edição impressa do jornal.
E se engana quem pensa que essa tarefa é fácil. É árdua! Escrever uma coluna requer muita coragem. Sabem por quê? Escrever pensamentos e opiniões exige coragem de exposição. Vocês poderão notar, através de uma leitura atenciosa, o humor, sentimento e perspectiva de mundo do colunista, o que para mim, alguém tímido e que tenta manter sua vida privada, privada, requer muita coragem. Mas há alguns meses, ainda em outro veículo de imprensa, eu amadurecia a ideia dessa coluna. Quero, através desse espaço, oferecer algumas perspectivas diferentes. Talvez, e provavelmente, sairão daqui com mais dúvidas do que respostas, afinal, tenho só 21 anos e quem sou eu para dizer-lhes o que devem fazer? A intenção desse espaço é justamente questionar. Questionar-me e questioná-los. Confrontar opiniões, confrontar-me, confrontá-los.
Nessa semana, a saudade. A saudade de tempos que não voltam mais, ou de tempos que ainda nem vieram e talvez nunca cheguem. Mas seriam esses tempos vazios, não fossem as pessoas com quem nos imaginamos ou lembramos compartilhar. Dividimos sentimentos, dividimos amor, dividimos a cama, o chuveiro, as contas, as tristezas e os momentos de felicidade. Os tempos, bem na verdade, quase não importam. Importantes são as pessoas, familiares, amigos, com quem dividimos essas etapas da vida.
Semana passada, sábado, pode ser chamado de um dia de memórias, histórias vividas, dia do aperto no peito, da lágrima que ainda cai, do suspiro, da dor no coração. Da dor de saudade. De saudade do passado, dos sorrisos, e sim, dos tempos que ainda nem vieram, que viriam, mas que não mais chegarão. Dia do olhar perdido, das histórias revisitadas, do lamento, do choro infantil, do abraço amigo, do olhar que compreende e consola.

Dia de finados? Chamo 02 de novembro de dia da saudade. Para muitos, existem 02 de novembros todos os meses do ano, quase todas as semanas. Dias de saudade. Horas que não passam, dias longos, intermináveis.


Olhando lá do alto...

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