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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mandela

* Coluna publicada no dia 13/12/2013, edição 628 do O Mensageiro.

São poucas as pessoas conhecidas mundialmente que carregam em seu nome um legado tão importante como ele. Eleito presidente da África do Sul entre 1994 e 1999, ele liderou transição que encerrou a política do apartheid em seu país. Mandela, que faleceu quinta-feira, dia 05, tinha 95 anos. Ele é um dos maiores defensores que já existiu da igualdade entre as pessoas. Mandela ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1993, pela sua luta contra o apartheid, um regime de segregação racial que separava, literalmente, negros e brancos. O negro não foi cidadão por muito tempo na África do Sul, não podia frequentar os mesmos lugares e sequer consumir os mesmos produtos que pessoas brancas. Foi somente através desse caminho trilhado por Mandela que a política do apartheid teve seu fim.
Mandela é mito. Mandela é exemplo, é inspiração. Poucas são as pessoas que se dispõem a sair de sua zona de conforto e lutar por um bem maior, ainda mais quando esse bem maior é um bem social, um direito de todos. É aí que podemos separar o joio do trigo, os homens dos meninos.
O mundo rende homenagens ao líder negro. O coração dos africanos chora, mas é com música e dança que eles homenageiam o seu líder máximo. Pode ser argumentado que é a África é um mundo tão distante e que não afeta nossas vidas aqui. Grande besteira. Num mundo globalizado e informatizado, as fronteiras foram rompidas e uma conquista como essa na África, da igualdade racial, deve ser comemorada em todo mundo. É uma conquista da humanidade, liderada por Mandela.
Não é preciso mudar o planeta inteiro para ser exemplo, inspiração. Cultivar valores sociais faz bem e inspira, motiva. Lideranças de bairros, grupos sociais, voluntariado, mudam o mundo. Mudam o seu mundo. Já estamos de saco cheio de pessoas acomodadas. Precisamos de mais cidadão irrequietos, que se vejam incomodados com situações de desigualdade e desrespeito e lutem pelos seus direitos e de outras pessoas, e não daqueles que, como já disse em outra coluna, comem torresmo e exalam caviar. Status social mentiroso não satisfaz, prefiro anônimos motivados. São mais interessantes.
Em uma frase, Mandela simplifica tudo que estamos, há tempos, tentando fazer com que nossos representantes políticos entendam: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Talvez seja justamente pelo receio do que pessoas cientes de seus direitos e deveres podem fazer, que a educação no Brasil ainda é tão precária.

VII Ibirafest
Estivemos ontem à noite cobrindo a abertura da Ibirafest 2013, em Ibirapuitã, para que pudéssemos trazer, como indica a manchete principal dessa edição, uma matéria já nesse jornal que circula hoje, sexta-feira. Parabéns aos organizadores do evento! Em tempos em que os municípios de todo país atravessam grave crise orçamentária com a baixa na arrecadação, como mostrará uma reportagem que estamos produzindo para as próximas edições, Ibirapuitã conseguiu, mesmo com recursos reduzidos, organizar uma agenda com quatro dias de evento. Destaque também para os projetos sociais que são desenvolvidos com as crianças quando estas não estão na escola, que foram apresentados no Natal Luz, no último domingo, e na abertura da feira. Se é consenso mundial que é só através da educação que podemos mudar o mundo, atividades culturais como essas, de canto, dança e música, vão além de ocupar o tempo integral dessas crianças e adolescentes, elas promovem cidadania.

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